quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Uma mensagem de ânimo

 

Uma mensagem de ânimo:
Todos nós da resistência temos uma marca que toca a todos: o sofrimento. Embora todos soframos, existe um sofrimento que me atreveria a dizer que é um dos maiores e o mais compartilhado por todos nós ao mesmo tempo, que é o de ver nossos parentes e amigos indo por caminhos tão ruins e as vezes mortais, e nada mais terrível quando um dos nossos morrem e deixa uma enorme interrogação quanto a sua salvação eterna. Quando esses sofrimentos chegam ao seu ápice e nos deixam inquietos e muitas vezes desanimados, nada melhor que reanimar nossa fé, esperança e caridade com as consoladoras verdades da nossa fé. Irei em um breve resumo expor o pensamento de São Cláudio de la Colombière confessor de Santa Margarida Maria de Alacoque, que muito nos consola com suas palavras sábias!

Em primeiro lugar digo que não temos que nos cansar de rezar, os que se cansam depois de ter rezado durante um tempo carecem de humildade ou de confiança e desse modo não merecem ser escutados. Parece que querem que Deus lhes obedeça ao momento é que nossos pedidos fossem mandatos, não sabeis que "Deus resiste aos soberbos e da sua graça aos humildes? " E ter muito pouca confiança em Deus se desesperar tão rápido, as orações não serem correspondidas ao momento como caso finalizados e sem jeito.
Penso e confesso que quando vejo que mais me faz insistir Deus em uma mesma graça, mais sinto em mim a esperança de a conseguir, e longe de perder a coragem depois de tão larga espera, tenho motivo de me regozijar, pois estou convencido que tanto mais satisfeito quanto foi o tempo que deixou rogar, e razão para mim que serei pago liberalmente.
Com efeito a conversão de Santo Agostinho não foi concedida a Santa Mônica até depois de 16 anos de Oração e lágrimas, mas também foi incomparavelmente mais perfeita da conversão de que havia pedido. Todos seus desejos se limitavam a ser reduzida a incontinência desse jovem nos limites do matrimônio, e teve o prazer de ver ele abraçar o mais elevados conselhos de castidade evangélica,tinha desejado somente que se batizará, que fosse cristão e ela o viu ser elevado ao sacerdócio a dignidade episcopal, enfim ele só pediu a Deus para que ele saísse da heresia e Deus fez dele a coluna da igreja e o açoite dos hereges do seu tempo. Se depois de um ano ou dois de Oração, se essa piedosa mãe tivesse desanimado, se depois de 10 ou 12 anos vendo que o mal crescia cada dia, que esse filho desgraçado se comprometia cada dia com novos erros e pecados, que a impureza havia acrescentado a avareza e a ambição se tivesse abandonado tudo então por desespero, quão grande seria sua ilusão, que agravo não teria feito a seu filho, de que consolação nos havia privado ela mesma, de que tesouro não havia frustrado seu século e todos os futuros?
Me dirijo a aquelas pessoas que estão a joelhadas no pé do altar para obter essas preciosas graças que Deus tem tanta complacência em nós ver pedir. Almas felizes a quem Deus da a conhecer a vaidade das coisas terrenas, almas que gemeis sob o peso de vossas próprias paixões e que também pedem para ser libertos dela, almas ferventes que estais com o grande desejo de amar a Deus e servir como os Santos serviram, e você que solicita a conversão desse marido, dessa pessoa querida, não se cansem sejam constantes, sejam infatigaveis nas vossas petições, se Deus não vos ouve hoje, amanhã vós ouvirá em tudo, se não conseguir nada esse ano, o próximo vós será mais favorável. No entanto não penseis que vossos cansaços sejam inúteis, se leva a conta todos os vossos suspiros, receberam em proporção do tempo que gastaram em rogar, se está amansando um tesouro que os golpeará de uma só vez que excederá a todos vossos desejos. A negativa que recebem hoje na oração não é mais que um fingimento de que Deus se serve para inflamar mais vosso fervor. Veja como obra a respeito da Cananeia como recusa vê-la e ouvi-la a trata como uma estrangeira e ainda mais severo,não direis que importunidade dessa mulher o irrita mais e mais? No entanto dentro dele a vê e está encantado com a sua confiança e sua humildade e por isso a despreza. O clemência disfarçada que usa a máscara da crueldade, com que ternura despreza a quem mais quer escutar. Fazei como a Cananeia ser i contra Deus mesmo das razões que tem para despreza-los. E certo, deveis dizer, que favorecer a mim seria dar cães o pão dos filhos, não mereço a graça que peço, mas tão pouco peço que me conceda pelos meus méritos, é pelos méritos do meu adorável redentor sim senhor deveis temer que haja mais consideração a minha indignidade que a Vossa promessa, e querendo fazer-me justiça enganeis a Vós mesmo, se fosse eu mais digno dos Vossos benefícios, os seria menos glorioso em fazer-me participe deles, não é justo fazer a um ingrato, ó Senhor não é a Vossa Justiça que eu imploro senão Vossa Misericórdia!
Mantém teu ânimo feliz de ti que começou a lutar tão bem contra Deus, não o deixe tranquilo, Ele se agrada da violência que fazeis, quer ser vencido, deixai ver em vós um milagre se constância, forçai a Deus a deixar o disfarce e dizer a vós com admiração: Grande é sua fé, confesso que não posso vós resistir mais, veja terá o que deseja, tanto nessa vida como na outra!

E quando morre um familiar que tanto rezamos e tudo indica que morreu como viveu e que nossas orações foram inúteis? Respondamos combo ensinamento da Igreja:


Um pensamento sombrio vem, talvez, lançar o terror na alma à hora em que evoca a lembrança de seus mortos.
«Ah! diz ela, eu me tranquilizaria, ficaria em paz e me
julgaria feliz, se pudesse contá-lo no Céu, se houvesse falecido cercado das preces da Igreja e purificado pelos últimos sacramentos, Mas ah! morreu de repente, morreu longe do bom Deus a quem tinha esquecido em sua vida inteira!» Pobre coração aflito, eu vos responderei a isto com as palavras que a Igreja me autoriza a dizer-vos: A Igreja não condena definitivamente a ninguém. Baixa decretos para declarações de que uma alma está no Céu e
assim pode ter culto, mas nunca expede nenhum,
publicando que uma alma esteja no inferno.
São Francisco de Sales não queria que se desesperasse nunca da conversão dos pecadores até seu último suspiro, e, ainda depois de mortos, não admitia que se julgasse mal mesmo dos que tinham levado uma vida irregular, a não ser daqueles cuja condenação consta da Escritura. Alegava como razão disso que nem a primeira graça nem a derradeira, que é a perseverança, se dá por mérito, isto é, ambas são de todo gratuitas. Entendia, portanto, que se devia presumir sempre bem da pessoa que expirava, ainda não sendo sua morte edificante, porque todas as nossas conjecturas só se podem firmar sobre as aparências, e essas, muitas vezes, iludem ainda os mais experientes. «Entre o último suspiro do moribundo e a eternidade, há um abismo de misericórdia, » disse um bispo ilustre. —
Passam- se entre Deus e a alma certos mistérios de amor que nós só conheceremos no Céu.
Que precisa este agonizante para obter o perdão? Uma luz que lhe mostre a justiça e a misericórdia divinas; uma luz,
ainda rápida como um relâmpago; essa luz pode produzir um sentimento de contrição e de amor, este sentimento basta para lhe fechar o inferno e abrir o Purgatório. Esta luz é Jesus, apresentando-se àquela alma e dizendo-lhe com um olhar ligeiro como o pensamento: É a mim ou ao demônio que tu queres? e a alma dizendo com a mesma rapidez: A vós, a vós, Senhor! e a misericórdia triunfa! Esperai pois, esperai sempre; dirigi vossas preces constantes por esses mortos que vos fazem estar inquietos: ninguém pode calcular até que ponto essas preces podem ser atendidas.
Ainda algumas palavras de esperança sobre as almas de nossos mortos. Fala o padre Bougaud em sua obra: O Cristianismo e os tempos presentes.
«Quem poderá narrar as misericórdias de Deus no leito de
morte de seus filhos? Aí nessas sombras confusas da hora ultima, em que o olhar do homem nada mais distingue, quem pode saber o que se passa entre Deus e uma alma? Quando o espírito paira nos lábios como um ligeiro sopro, já não mais da terra, nem ainda do Céu: no momento: em que Deus se inclina para recolher essa alma, quem poderá dizer o que se passa? Uma mãe repeliria seu filho, ainda mesmo sendo um ingrato? não tentará ela por todos os meios trazê-lo de novo a si? Não irá sempre ao seu encontro, até o fim? não esgotará todos os recursos para salvá-lo, a despeito de toda a obstinação dele em fugir-lhe?
Ora, Deus é mais do que a mãe. Vede o que fez Ele para tornar impossível a perda das almas! Não lhe bastou haver-nos envolvido nessa graça que nos previne, nos segue e nos banha como uma atmosfera. Foi pouco ter estabelecido sete sacramentos, isto é, sete rios de luz e de força que inundam a vida inteira e cada um de seus períodos, como tudo isso não satisfazia ainda seu coração de pai, vede e adorai a maravilhosa invenção de seu amor. Estais enfermo: já sentis que sobre vós estende a morte suas negras asas. Acodem-vos à memória vossos pecados, vossas fraquezas, aquele ato do qual vos disse a consciência: Isto, incontestavelmente, é um mal. O sacerdote não chega a tempo de recolher vossa confissão, oferecê-la a Deus e vos perdoar em seu nome: que fazer? Vós tendes um coração: arrancai dele um alento, um grito, uma lágrima, uma palavra de arrependimento, um ato de amor, um só! sereis logo absolvido: ficais purificado e perdoado.
Aquele homem, prestes a morrer, ainda há pouco
blasfemava; o sacerdote veio, ele o repeliu: apresentaram-lhe o Crucifixo, ele o afastou com a mão. Foi seu derradeiro movimento; seu último ato. Os socorros da religião não poderão chegar mais até sua alma já profundamente mergulhada nas sombras da morte. Mas resta-lhe o coração, e, para ser salvo, perdoado, que será preciso? Um simples ato de amor, um só desejo, um só pesar, uma só palavra: Meu Deus, eu vos amo!
Homens cegos, que chorais de desespero em redor desse leito! talvez à mesma hora os anjos conduzam essa alma com gritos de alegria. Ela salvou-se com esse ato de amor. O Purgatório a recebeu. Esse homem que acaba de suicidar-se, cometeu um crime sinistro. A Igreja afasta-se com horror de seus restos mutilados, e faz bem. Mas ensinará ela que o mísero esteja perdido sem recurso? Não, absolutamente ; pois quem sabe
o que fez este alma no momento em que, lacerada, partiu desse mundo? Quem sabe o que ela viu ao clarão do tiro de morte? que revelação teve ao disparar a arma fatal? Teve muito pouco tempo! direis vós. Ah! que importa? Uma palavra, um grito, um olhar, um transporte de amor a Deus, basta para que ela saia deste mundo purificada.»
«Oh! como desconhecemos nós o coração de Deus! quando o homem está prestes a morrer, o homem que ele criou por suas mãos, sobre quem velou com ternura (durante a vida, a quem seguiu passo a passo, a quem tocou e iluminou para chamá-lo a si e que não atendeu a nada disto; quando está à morte, Deus se prepara para dar-lhe o derradeiro combate, o combate do amor, o combate supremo de uma mãe que, vendo o filho quase arrebatado, fica louca, terrível, chega ao
paroxismo da indignação e do amor. Desce, por isso, esse Deus de bondade; inclina-se esse pai inquieto, para o leito de dor em que vai morrer um de seus filhos.
Apela para tudo o que havia já empregado com o fim de o
vencer, luzes, graças, ternuras, benefícios: Eu vo-los dei às mãos cheias, tê-los-eis sem medida!
Se o enfermo rende-se aos primeiros assaltos, vê-se o triunfo, e a religião ganha a conversão de um pecador. Mas, se o homem resiste e, antes de ter cedido, cai nas sombras que precedem a morte, nem por isso termina o combate. Ao contrario, redobra de esforço, e a vitória pode ainda ser de Deus, mesmo quando não há mais para os homens nenhum meio de o saber. Quando os olhos do enfermo ficam turbados; quando as extremidades ficam frias; quando para verificar se ainda vive precisa-se pôr a mão sobre seu coração: se a mão do homem fosse mais sensível, sentiria a luta que continua, a luta suprema. Trata-se de obter uma palavra, nada mais do que uma simples palavra, um alento, um leve movimento! Deus trabalha para isso com a obstinação do amor: e quem não compreende que Deus, lutador hábil, há de consegui-lo muitas vezes?
Vós dir-me-eis: Que é que sabeis, ao certo, em tudo isso? onde encontrastes a história dessa luta? Respondo: Achei-a em vosso coração. Sois pai? sois mãe? O que eu digo, não o faríeis vós? Então, o coração de Deus não velará o vosso?! tereis vós a gloria de fazer por vossos filhos mais do que Deus pelos seus? Impossível. É assim, ó religião divina, que não há dor alguma sem consolação: tu as refrigeras todas na esperança.»
« Minha luz divina, — dizia Nosso Senhor a Santa
Gertrudes, que lhe pedia graças para um pobre pecador falecido sem sacramentos,—minha divina luz que penetra no futuro, manifestando-me que vós faríeis por ele esta oração, eu lhe despertei no coração boas disposições que o preparassem a gozar os efeitos da vossa caridade.»
Palavras de consolação! diz o padre Blot: Na previsão de nossas orações futuras, Deus se digna conceder ao pecador moribundo boas disposições que assegurem a salvação de sua alma!
Sim, palavras consoladoras, bem próprias para nutrir a
esperança em nossa alma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário

Este blog é eminentemente de caráter religioso, por isso comentários que ofendam os princípios da Fé Católica não serão admitidos. Ao comentar, tenha ciência de que os editores se garantem o direito de censurar.