quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Uma mensagem de ânimo

 

Uma mensagem de ânimo:
Todos nós da resistência temos uma marca que toca a todos: o sofrimento. Embora todos soframos, existe um sofrimento que me atreveria a dizer que é um dos maiores e o mais compartilhado por todos nós ao mesmo tempo, que é o de ver nossos parentes e amigos indo por caminhos tão ruins e as vezes mortais, e nada mais terrível quando um dos nossos morrem e deixa uma enorme interrogação quanto a sua salvação eterna. Quando esses sofrimentos chegam ao seu ápice e nos deixam inquietos e muitas vezes desanimados, nada melhor que reanimar nossa fé, esperança e caridade com as consoladoras verdades da nossa fé. Irei em um breve resumo expor o pensamento de São Cláudio de la Colombière confessor de Santa Margarida Maria de Alacoque, que muito nos consola com suas palavras sábias!

Em primeiro lugar digo que não temos que nos cansar de rezar, os que se cansam depois de ter rezado durante um tempo carecem de humildade ou de confiança e desse modo não merecem ser escutados. Parece que querem que Deus lhes obedeça ao momento é que nossos pedidos fossem mandatos, não sabeis que "Deus resiste aos soberbos e da sua graça aos humildes? " E ter muito pouca confiança em Deus se desesperar tão rápido, as orações não serem correspondidas ao momento como caso finalizados e sem jeito.
Penso e confesso que quando vejo que mais me faz insistir Deus em uma mesma graça, mais sinto em mim a esperança de a conseguir, e longe de perder a coragem depois de tão larga espera, tenho motivo de me regozijar, pois estou convencido que tanto mais satisfeito quanto foi o tempo que deixou rogar, e razão para mim que serei pago liberalmente.
Com efeito a conversão de Santo Agostinho não foi concedida a Santa Mônica até depois de 16 anos de Oração e lágrimas, mas também foi incomparavelmente mais perfeita da conversão de que havia pedido. Todos seus desejos se limitavam a ser reduzida a incontinência desse jovem nos limites do matrimônio, e teve o prazer de ver ele abraçar o mais elevados conselhos de castidade evangélica,tinha desejado somente que se batizará, que fosse cristão e ela o viu ser elevado ao sacerdócio a dignidade episcopal, enfim ele só pediu a Deus para que ele saísse da heresia e Deus fez dele a coluna da igreja e o açoite dos hereges do seu tempo. Se depois de um ano ou dois de Oração, se essa piedosa mãe tivesse desanimado, se depois de 10 ou 12 anos vendo que o mal crescia cada dia, que esse filho desgraçado se comprometia cada dia com novos erros e pecados, que a impureza havia acrescentado a avareza e a ambição se tivesse abandonado tudo então por desespero, quão grande seria sua ilusão, que agravo não teria feito a seu filho, de que consolação nos havia privado ela mesma, de que tesouro não havia frustrado seu século e todos os futuros?
Me dirijo a aquelas pessoas que estão a joelhadas no pé do altar para obter essas preciosas graças que Deus tem tanta complacência em nós ver pedir. Almas felizes a quem Deus da a conhecer a vaidade das coisas terrenas, almas que gemeis sob o peso de vossas próprias paixões e que também pedem para ser libertos dela, almas ferventes que estais com o grande desejo de amar a Deus e servir como os Santos serviram, e você que solicita a conversão desse marido, dessa pessoa querida, não se cansem sejam constantes, sejam infatigaveis nas vossas petições, se Deus não vos ouve hoje, amanhã vós ouvirá em tudo, se não conseguir nada esse ano, o próximo vós será mais favorável. No entanto não penseis que vossos cansaços sejam inúteis, se leva a conta todos os vossos suspiros, receberam em proporção do tempo que gastaram em rogar, se está amansando um tesouro que os golpeará de uma só vez que excederá a todos vossos desejos. A negativa que recebem hoje na oração não é mais que um fingimento de que Deus se serve para inflamar mais vosso fervor. Veja como obra a respeito da Cananeia como recusa vê-la e ouvi-la a trata como uma estrangeira e ainda mais severo,não direis que importunidade dessa mulher o irrita mais e mais? No entanto dentro dele a vê e está encantado com a sua confiança e sua humildade e por isso a despreza. O clemência disfarçada que usa a máscara da crueldade, com que ternura despreza a quem mais quer escutar. Fazei como a Cananeia ser i contra Deus mesmo das razões que tem para despreza-los. E certo, deveis dizer, que favorecer a mim seria dar cães o pão dos filhos, não mereço a graça que peço, mas tão pouco peço que me conceda pelos meus méritos, é pelos méritos do meu adorável redentor sim senhor deveis temer que haja mais consideração a minha indignidade que a Vossa promessa, e querendo fazer-me justiça enganeis a Vós mesmo, se fosse eu mais digno dos Vossos benefícios, os seria menos glorioso em fazer-me participe deles, não é justo fazer a um ingrato, ó Senhor não é a Vossa Justiça que eu imploro senão Vossa Misericórdia!
Mantém teu ânimo feliz de ti que começou a lutar tão bem contra Deus, não o deixe tranquilo, Ele se agrada da violência que fazeis, quer ser vencido, deixai ver em vós um milagre se constância, forçai a Deus a deixar o disfarce e dizer a vós com admiração: Grande é sua fé, confesso que não posso vós resistir mais, veja terá o que deseja, tanto nessa vida como na outra!

E quando morre um familiar que tanto rezamos e tudo indica que morreu como viveu e que nossas orações foram inúteis? Respondamos combo ensinamento da Igreja:


Um pensamento sombrio vem, talvez, lançar o terror na alma à hora em que evoca a lembrança de seus mortos.
«Ah! diz ela, eu me tranquilizaria, ficaria em paz e me
julgaria feliz, se pudesse contá-lo no Céu, se houvesse falecido cercado das preces da Igreja e purificado pelos últimos sacramentos, Mas ah! morreu de repente, morreu longe do bom Deus a quem tinha esquecido em sua vida inteira!» Pobre coração aflito, eu vos responderei a isto com as palavras que a Igreja me autoriza a dizer-vos: A Igreja não condena definitivamente a ninguém. Baixa decretos para declarações de que uma alma está no Céu e
assim pode ter culto, mas nunca expede nenhum,
publicando que uma alma esteja no inferno.
São Francisco de Sales não queria que se desesperasse nunca da conversão dos pecadores até seu último suspiro, e, ainda depois de mortos, não admitia que se julgasse mal mesmo dos que tinham levado uma vida irregular, a não ser daqueles cuja condenação consta da Escritura. Alegava como razão disso que nem a primeira graça nem a derradeira, que é a perseverança, se dá por mérito, isto é, ambas são de todo gratuitas. Entendia, portanto, que se devia presumir sempre bem da pessoa que expirava, ainda não sendo sua morte edificante, porque todas as nossas conjecturas só se podem firmar sobre as aparências, e essas, muitas vezes, iludem ainda os mais experientes. «Entre o último suspiro do moribundo e a eternidade, há um abismo de misericórdia, » disse um bispo ilustre. —
Passam- se entre Deus e a alma certos mistérios de amor que nós só conheceremos no Céu.
Que precisa este agonizante para obter o perdão? Uma luz que lhe mostre a justiça e a misericórdia divinas; uma luz,
ainda rápida como um relâmpago; essa luz pode produzir um sentimento de contrição e de amor, este sentimento basta para lhe fechar o inferno e abrir o Purgatório. Esta luz é Jesus, apresentando-se àquela alma e dizendo-lhe com um olhar ligeiro como o pensamento: É a mim ou ao demônio que tu queres? e a alma dizendo com a mesma rapidez: A vós, a vós, Senhor! e a misericórdia triunfa! Esperai pois, esperai sempre; dirigi vossas preces constantes por esses mortos que vos fazem estar inquietos: ninguém pode calcular até que ponto essas preces podem ser atendidas.
Ainda algumas palavras de esperança sobre as almas de nossos mortos. Fala o padre Bougaud em sua obra: O Cristianismo e os tempos presentes.
«Quem poderá narrar as misericórdias de Deus no leito de
morte de seus filhos? Aí nessas sombras confusas da hora ultima, em que o olhar do homem nada mais distingue, quem pode saber o que se passa entre Deus e uma alma? Quando o espírito paira nos lábios como um ligeiro sopro, já não mais da terra, nem ainda do Céu: no momento: em que Deus se inclina para recolher essa alma, quem poderá dizer o que se passa? Uma mãe repeliria seu filho, ainda mesmo sendo um ingrato? não tentará ela por todos os meios trazê-lo de novo a si? Não irá sempre ao seu encontro, até o fim? não esgotará todos os recursos para salvá-lo, a despeito de toda a obstinação dele em fugir-lhe?
Ora, Deus é mais do que a mãe. Vede o que fez Ele para tornar impossível a perda das almas! Não lhe bastou haver-nos envolvido nessa graça que nos previne, nos segue e nos banha como uma atmosfera. Foi pouco ter estabelecido sete sacramentos, isto é, sete rios de luz e de força que inundam a vida inteira e cada um de seus períodos, como tudo isso não satisfazia ainda seu coração de pai, vede e adorai a maravilhosa invenção de seu amor. Estais enfermo: já sentis que sobre vós estende a morte suas negras asas. Acodem-vos à memória vossos pecados, vossas fraquezas, aquele ato do qual vos disse a consciência: Isto, incontestavelmente, é um mal. O sacerdote não chega a tempo de recolher vossa confissão, oferecê-la a Deus e vos perdoar em seu nome: que fazer? Vós tendes um coração: arrancai dele um alento, um grito, uma lágrima, uma palavra de arrependimento, um ato de amor, um só! sereis logo absolvido: ficais purificado e perdoado.
Aquele homem, prestes a morrer, ainda há pouco
blasfemava; o sacerdote veio, ele o repeliu: apresentaram-lhe o Crucifixo, ele o afastou com a mão. Foi seu derradeiro movimento; seu último ato. Os socorros da religião não poderão chegar mais até sua alma já profundamente mergulhada nas sombras da morte. Mas resta-lhe o coração, e, para ser salvo, perdoado, que será preciso? Um simples ato de amor, um só desejo, um só pesar, uma só palavra: Meu Deus, eu vos amo!
Homens cegos, que chorais de desespero em redor desse leito! talvez à mesma hora os anjos conduzam essa alma com gritos de alegria. Ela salvou-se com esse ato de amor. O Purgatório a recebeu. Esse homem que acaba de suicidar-se, cometeu um crime sinistro. A Igreja afasta-se com horror de seus restos mutilados, e faz bem. Mas ensinará ela que o mísero esteja perdido sem recurso? Não, absolutamente ; pois quem sabe
o que fez este alma no momento em que, lacerada, partiu desse mundo? Quem sabe o que ela viu ao clarão do tiro de morte? que revelação teve ao disparar a arma fatal? Teve muito pouco tempo! direis vós. Ah! que importa? Uma palavra, um grito, um olhar, um transporte de amor a Deus, basta para que ela saia deste mundo purificada.»
«Oh! como desconhecemos nós o coração de Deus! quando o homem está prestes a morrer, o homem que ele criou por suas mãos, sobre quem velou com ternura (durante a vida, a quem seguiu passo a passo, a quem tocou e iluminou para chamá-lo a si e que não atendeu a nada disto; quando está à morte, Deus se prepara para dar-lhe o derradeiro combate, o combate do amor, o combate supremo de uma mãe que, vendo o filho quase arrebatado, fica louca, terrível, chega ao
paroxismo da indignação e do amor. Desce, por isso, esse Deus de bondade; inclina-se esse pai inquieto, para o leito de dor em que vai morrer um de seus filhos.
Apela para tudo o que havia já empregado com o fim de o
vencer, luzes, graças, ternuras, benefícios: Eu vo-los dei às mãos cheias, tê-los-eis sem medida!
Se o enfermo rende-se aos primeiros assaltos, vê-se o triunfo, e a religião ganha a conversão de um pecador. Mas, se o homem resiste e, antes de ter cedido, cai nas sombras que precedem a morte, nem por isso termina o combate. Ao contrario, redobra de esforço, e a vitória pode ainda ser de Deus, mesmo quando não há mais para os homens nenhum meio de o saber. Quando os olhos do enfermo ficam turbados; quando as extremidades ficam frias; quando para verificar se ainda vive precisa-se pôr a mão sobre seu coração: se a mão do homem fosse mais sensível, sentiria a luta que continua, a luta suprema. Trata-se de obter uma palavra, nada mais do que uma simples palavra, um alento, um leve movimento! Deus trabalha para isso com a obstinação do amor: e quem não compreende que Deus, lutador hábil, há de consegui-lo muitas vezes?
Vós dir-me-eis: Que é que sabeis, ao certo, em tudo isso? onde encontrastes a história dessa luta? Respondo: Achei-a em vosso coração. Sois pai? sois mãe? O que eu digo, não o faríeis vós? Então, o coração de Deus não velará o vosso?! tereis vós a gloria de fazer por vossos filhos mais do que Deus pelos seus? Impossível. É assim, ó religião divina, que não há dor alguma sem consolação: tu as refrigeras todas na esperança.»
« Minha luz divina, — dizia Nosso Senhor a Santa
Gertrudes, que lhe pedia graças para um pobre pecador falecido sem sacramentos,—minha divina luz que penetra no futuro, manifestando-me que vós faríeis por ele esta oração, eu lhe despertei no coração boas disposições que o preparassem a gozar os efeitos da vossa caridade.»
Palavras de consolação! diz o padre Blot: Na previsão de nossas orações futuras, Deus se digna conceder ao pecador moribundo boas disposições que assegurem a salvação de sua alma!
Sim, palavras consoladoras, bem próprias para nutrir a
esperança em nossa alma.

sábado, 26 de setembro de 2015

AS QUATRO NOITES DE SÃO JOÃO DA CRUZ

Um resumo da doutrina de São João da Cruz:
São João da Cruz fala de quatro "Noites", duas passivas e duas ativas; duas dos sentidos e duas do espírito.
São elas:

- noite ativa dos sentidos;
- noite ativa do espírito;
- noite passiva dos sentidos;
- noite passiva do espírito.

As duas primeiras são tratadas no livro "Subida do Monte Carmelo", e as duas últimas no livro "Noite Escura". As "Noites" são o mesmo que purificações. Noites "ativas" são aquelas purificações que a alma opera pelo seu próprio esforço e luta; é a parte ascética. Noites "passivas" são aquelas em que é Deus mesmo quem age e purifica; é a mística.
A "noite ativa dos sentidos", consiste em toda sorte de penitências e mortificações dos sentidos, procurando não sentir gosto ou prazer em nada que venha dos sentidos. João da Cruz resume essa etapa de mortificações dizendo que a alma deve em tudo imitar Cristo, e deve em tudo tentar assemelhar-se a Ele, que não buscou o que lhe agradava, que não tinha onde reclinar a cabeça, e que não tinha melhor alimento que não fosse fazer a vontade do Pai.
A "noite ativa do espírito" consiste numa purificação das três potências da alma: inteligência, vontade e memória. Consiste numa espiritualização dessas três faculdades, purificando-as por meio das três virtudes teologais. Assim, a fé deve purificar e substituir a inteligência; a caridade deve purificar e santificar a vontade; e a esperança deve purificar e espiritualizar a memória. João da Cruz costuma de maneira especial usar o termo "Noite Escura", para as "purificações passivas".
A "noite passiva do sentido", consiste num estado místico, ou numa forma de oração em que a alma nada sente, nada experimenta, nada prova. É um período de deserto, trevas, aridez, desolação e noite. A alma sente-se abandonada por Deus. Deus retira aquelas "doçuras" e "suavidades" que a alma costumava encontrar na oração. No entanto a alma que está na "noite passiva do sentido", está muito adiantada, e ela sente, as vezes, que nunca esteve tão próxima de Deus e da verdade como agora que anda nas trevas, na aridez e na escuridão. A "noite passiva do sentido" é a preparação para a "vida mística". A "vida mística" ou "oração mística", se caracteriza de maneira especial pela passividade. É quando a alma não fala mais, não discursa mais, não tem mais palavras e permanece em silêncio amoroso diante de Deus. O início da "oração mística", consiste na "oração de simples olhar". É quando a alma apenas olha e cala, mas tem a vontade firmemente fixa e presa no objeto do seu olhar. A "noite passiva do sentido" é a entrada na "vida mística"; é quando a alma entra em si mesma e só encontra trevas e vazio. No entanto, estas trevas e vazio, são cheias de luz. Pois a alma compreende que está bastante adiantada na vida espiritual, e também porque recebe muitas luzes e compreensões a respeito de Deus. A noite passiva do sentido é a entrada na via mística, pois prepara a passagem da meditação discursiva para a oração contemplativa (mística).
São João da Cruz nos dá três sinais sobre quando se está pronto para passar da oração discursiva, para a oração contemplativa:
- O 1º sinal é não poder meditar nem discorrer com a imaginação, nem gostar disso como antes; ao contrário só acha secura no que até então o alimentava e lhe ocupava o sentido.
- O 2º sinal é não ter vontade alguma de pôr a imaginação nem o sentido em outras coisas particulares, quer exteriores, quer interiores.
- O 3º sinal, e o mais certo, é gostar a alma de estar a sós com atenção amorosa em Deus, sem discorrer com o intelecto, em paz interior, quietação e descanso, sem atos e exercícios intelectuais; mas apenas com a atenção e advertência geral e amorosa em Deus.
No princípio, entretanto, quando começa este estado, quase não se percebe essa notícia amorosa. Primeiro, porque no começo, costuma ser a contemplação muito sutil e delicada e quase insensível; segundo, porque tendo a alma se habituado à meditação (discursiva), cujo exercício é totalmente sensível, com dificuldade percebe esse novo alimento insensível e puramente espiritual. Em geral, a passagem da oração discursiva (meditação) para a oração contemplativa ou mística, se dá após um longo período da "noite passiva dos sentidos".
A "noite passiva do espírito" consiste num tipo de sede ardente, ou de forte saudades de Deus. A alma toma forte consciência de seus defeitos e imperfeições e sente-se abrasada em uma imensa sede amorosa por Deus.
Essa é a última das purificações, ou noites; após vêm um estágio denominado Desposório Espiritual, e por fim o Matrimônio Espiritual, que é o estado mais elevado que se pode atingir nesta terra, e que consiste numa plena união com Deus e numa total divinização da alma.

fonte: Diário de Santa Teresinha do Menino Jesus

Sabado Mariano não esqueça o Rosário! As varias promessas feitas ao Beato Alano

 
“A Santíssima Virgem revelou ao Bem-aventurado Alano da Rocha que, depois do Santo Sacrifício da Missa, que é o primeiro e mais vivo memorial da Paixão de Jesus Cristo, não havia devoção mais excelente e meritória que o santo Rosário, que é como um segundo memorial e representação da vida e da Paixão de Jesus Cristo Nosso Senhor”.
           O Rosário vem do latim Rosarium, que quer dizer: COROA DE ROSAS. Todas as vezes que dizemos uma Ave-Maria é como se déssemos a Nossa Senhora uma linda rosa; com cada Rosário completo Lhe damos uma coroa de rosas. E assim, como nossa Mãe Co-redentora que é, intercede a Deus pela nossa salvação.
           O Rosário é composto de 150 Ave-Maria, correspondentes aos 150 Salmos da Bíblia (Saltério de Davi). Por isso é chamado saltério do povo.

Promessa da VIRGEM MARIA SANTÍSSIMA

            Ao Beato Alano da Rocha, Ela disse: “Grande quantidade de indulgências foi concedida ao meu Rosário, mas fica sabendo que Eu acrescentarei ainda muitas mais, aos que rezarem o terço em estado de graça, de joelhos e devotamente. E a quem nas mesmas condições perseverar nessa devoção, Eu lhe obterei no fim da vida, como recompensa por esse bom serviço, a plena remissão da pena e da culpa de todos os seus pecados”.

E a todos aqueles que rezam o Rosário (diariamente)

Aparecendo-lhe, recomendou que promovesse assiduamente, entre todos os seus irmãos, a devoção ao seu Santo Rosário, e para todos Ela fez as seguintes promessas:
1. Terão Sua proteção especialíssima durante a vida.
2. Uma morte feliz.
3. A eterna salvação de sua alma.
4. Não morrerão sem os sacramentos.
5. Não serão flagelados pela miséria.
6. Tudo obterão por meio do Rosário.
7. A devoção ao Rosário será sinal certo de salvação.
8. Serão libertados do Purgatório, no dia em que morrerem, os que tiverem rezado o Rosário.
9. Terão uma grande glória no céu.
10. Aos que propagarem a devoção do Rosário, Maria Santíssima promete socorrer em todas as suas necessidades.

Ninguém fique portanto sem rezar diariamente o Santíssimo Rosário! 
Trechos da Encíclica Jucunda Semper , do Papa Leão XIII. 
O Rosário manifesta a mediação de Maria. O nosso suplicante recurso ao patrocínio de Maria funda-se no seu ofício de Mediadora da graça divina; ofício que ela – agradabilíssima a Deus pela sua dignidade e pelos seus méritos, e de longe superior em poder a todos os Santos – continuamente exerce por nós junto ao trono do Altíssimo. Ora, este seu ofício talvez por nenhum outro gênero de oração seja tão vivamente expresso como pelo Rosário, onde a parte tida pela Virgem na Redenção dos homens é posta tão em evidência que parece desenrolar-se agora ante o nosso olhar; e isto traz um singular proveito à piedade, seja na sucessiva contemplação dos sagrados mistérios, seja na recitação repetida das preces. Primeiramente se nos apresentam os mistérios gozosos. O Filho eterno de Deus abaixa-se até aos homens, feito Ele próprio homem mas com o assentimento de Maria, “que o concebe do Espírito Santo”. No mesmo sentido falam os mistérios dolorosos. É verdade que Maria não está presente no horto de Getsêmani, onde Jesus treme e está triste até à morte, e no pretório, onde é flagelado, coroado de espinhos, condenado à morte. Mas já desde tempo ela conhecera e vira claramente todas estas coisas. Com efeito, quando ela se ofereceu a Deus como escrava, para depois se tornar sua mãe, e quando no templo se consagrou inteiramente a Ele, juntamente com o Filho, já desde então, em virtude destes dois fatos, ela se tornou participante da dolorosa expiação de Cristo, para vantagem do gênero humano. Não há, pois, dúvida alguma de que, mesmo por tal razão, durante as cruéis angústias e torturas do Filho ela experimentou no seu coração as mais agudas dores.Aliás, na sua própria presença e sob seus olhos devia consumar-se aquele divino sacrifício (…). Isto se contempla no último e mais comovente destes mistérios. “Estava junto à Cruz de Jesus Maria sua Mãe”, a qual, movida por um imenso amor a nós, para nos ter como seus filhos ofereceu, ela mesma, seu Filho à justiça divina, e com Ele morreu no seu coração, traspassada pela espada da dor.Finalmente, nos mistérios gloriosos, que seguem os dolorosos, é mais copiosamente confirmado este mesmo misericordioso ofício da Virgem excelsa. A Repetição das Ave Marias.
Para este mesmo fim, em perfeita harmonia com os mistérios, tende a oração vocal. Precede, como é justo, a oração dominical dirigida ao Pai celeste. Em seguida, após haver invocado o mesmo Pai com a mais Pobre das orações, do trono da sua majestade a nossa suplicante volve-se para Maria, em obséquio à lembrada lei da sua, mediação e da sua intercessão, expressa por S. Bernardino de Sena com as seguintes palavras: “Toda graça que é comunicada a esta terra passa por três ordens sucessivas. De Deus é comunicada a Cristo, de Cristo à Virgem, e da Virgem a nós” (S. Bernardino de Sena, Sermo VI in Festis B. M. V., De Annunciatione, a. 1, c. 2).
E nós, na recitação do Rosário, passamos por todos os três graus desta escala, em diversa relação entre eles; porém mais longamente, e de certo modo com mais gosto, detemo-nos no último, repetindo por dez vezes a saudação angélica, como que para nos elevarmos com maior confiança aos outros graus, isto é, por meio de Cristo a Deus Padre.
Porquanto, se tornamos a repetir tantas vezes a mesma saudação a Maria, é para que a nossa oração, fraca e defeituosa, seja reforçada pela necessária confiança, confiança que surge em nós se pensarmos que Maria, mais do que rogar por nós, roga em nosso nome. De certo as nossas vozes serão mais agradáveis e eficazes na presença de Deus se forem apoiadas pelos rogos da Virgem; à qual Ele mesmo dirige o amoroso convite: “Ressoe a tua voz ao meu ouvido, porque suave é a tua voz” (Cânt. 2, 14).
Por esta mesma razão, no Rosário nós tornamos tantas vezes a celebrar os seus gloriosos títulos de Mediadora. Em Maria saudamos aquela que “achou favor junto a Deus”; aquela que foi por Ele, de modo singularíssimo, “cumulada de graça”, para que tal superabundância se entornasse sobre todos os homens; aquela a quem o Senhor está unido pelo vínculo mais estreito que existir possa; aquela que, “bendita entre as mulheres”, “só ela dissolveu a maldição e trouxe a bênção” (S. Tom., op. VIII, Sobre a Saudação Angélica, n. 8), ou seja o fruto bendito do seu seio, no qual “todas as nações são benditas”; aquela, enfim, que invocamos como “Mãe de Deus”.
Pois bem, em virtude de uma dignidade tão sublime, que coisa haverá que ela não possa pedir com segurança “para nós pecadores” (…)?
Quando, com devota recordação, repetimos a tríplice ordem dos mistérios, vimos a demonstrar-lhe mais claramente o nosso afetuoso reconhecimento; porque com isto nós professamos que nunca nos fartamos de recordar os benefícios dispensados pela sua inexaurível caridade, para a nossa salvação. Ora, nós podemos ter apenas uma vaga idéia da alegria, sempre nova, que a lembrança destes grandiosos fatos, repetidos com freqüência e com amor em sua presença, pode infundir no seu ânimo bendito, movendo-o a sentimentos de solicitude e de generosidade materna(…).
Porque cada mistério que passa diante do nosso pensamento fornece-nos um novo estímulo para orar, maximamente eficaz perante a Virgem (…).
Extraído de Sel de la Terre, n° 45 (49240 – Avrillé – France).

Leia também: Quatro razões para se rejeitar o novo Rosário

Fonte: https://fbmv.files.wordpress.com

sábado, 19 de setembro de 2015

Os Papas recomendam o Santo Rosário


Pio IX: “Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitando o uso desta arma — que é a reza cotidiana do Rosário — facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam” (Encíclica Egregiis, de 3 de dezembro de 1856).


Leão XIII: “Queira Deus — é este um ardente desejo Nosso — que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência” (Encíclica Jucunda semper, de 8 de setembro de 1894).
 

São Pio X: “O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias”.

Bento XV: “A Igreja, sobretudo por meio do Rosário, sempre encontrou nEla  a Mãe da graça e a Mãe da misericórdia, precisamente conforme tem o costume de saudá-La. Por isso, os Romanos Pontífices jamais deixaram passar ocasião alguma, até o presente, de exaltar com os maiores louvores o Rosário mariano, e de enriquecê-lo com indulgências apostólicas”.

Pio XI: “Uma arma poderosíssima para pôr em fuga os demônios .... Ademais, o Rosário de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas” (Encíclica Ingravescentibus malis,  de 29 de setembro de 1937).

Pio XII: “Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário em família” (Encíclica Ingruentium malorum, de 15 de setembro de 1951).

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

No Céu nos Reconheceremos



postaremos uma serie de artigos para mostrar como nos reconheceremos no paraíso!

II -  A segurança de se reconhecerem os parentes no Céu tem consolado todos os santos. – O B. Henrique Suso. – S. Tomás de Aquino. – S. Francisco Xavier. – Santa Tereza. – O seu pensar a respeito da felicidade de uma mãe. – Felizes as pais que têm filhos religiosos.

 Esta certeza de uma especial união com os nossos parentes na eterna bem-aventurança, é uma consolação tão pura e tão doce que tem chegado a fazer as delícias dos próprios santos. Por todos os ventos do Céu, do Oriente, do meio dia, do Ocidente e do Setentrião, nos chegam vozes que testemunham esta verdade.
A Alemanha apresenta-nos, entre muitos outros, o B. Henrique Suso, religioso da Ordem de S. Domingos. O seu nome era Henrique Besg, mas preferiu o nome de Suso, que era o de sua mãe, para honrar a sua piedade e recordar-se dela incessantemente. Esta virtuosa mãe morreu numa Sexta-feira Santa, à mesma hora em que Nosso Senhor foi crucificado. Henrique estudava então em Colônia. Ela apareceu-lhe durante a noite, toda resplandecente de glória: “Meu filho, lhe disse, ama com todas as tuas forças o Deus onipotente, e fica bem persuadido de que ele nunca te abandonará em teus trabalhos e aflições. Deixei o mundo; mas isto não é morrer, pois que vivo feliz no Paraíso, onde a misericórdia divina recompensou o imenso amor que eu tinha à Paixão de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. – Ó minha santa mãe, ó minha terna mãe, exclamou Henrique, amai-me sempre no Céu, como fizestes na Terra, e não me abandoneis jamais nas minhas aflições!”
A bem-aventurada desapareceu, mas seu filho ficou inundado de consolação. Em outra ocasião viu a alma de seu pai, que tinha vivido muito apegado ao mundo. Apareceu-lhe cheia de sofrimentos e aflições, fazendo-lhe assim compreender os tormentos que sofria no Purgatório, e pedindo-lhe o socorro das suas orações.
Henrique derramou tão ferventes lágrimas que alcançou quase logo a sua entrada no Paraíso, donde ele veio agradecer-lhe a sua felicidade.
Os gauleses poderiam reivindicar, quase tanto como os italianos, o Anjo da escola. A alma de S. Tomás de Aquino não estava absorvida pela ciência, mas a caridade conservava em seu coração um lugar distinto para seus irmãos e irmãs segundo a natureza. Durante a sua estada em Paris, uma de suas irmãs lhe apareceu para dizer-lhe que estava no Purgatório. Pediu-lhe que dissesse um certo número de missas, esperando que a bondade de Deus e a intercessão de seu irmão a livrariam das chamas. O Santo pediu aos seus alunos que orassem e dissessem missas pela alma de sua irmã. Depois disto, quando ele estava em Roma, tornou-lhe a aparecer, dizendo que estava livre do Purgatório e já gozava da glória do Céu, por virtude das missas que ele tinha dito ou feito dizer. “– E quanto a mim, minha irmã, exclamou o Santo, nada sabeis?” – Quanto a vós, meu irmão, sei que a vossa vida é agradável ao Senhor. Vireis muito breve reunir-vos a mim; mas o vosso diadema de glória será muito mais belo do que o meu. – E onde está meu irmão Landulfo? – Está no Purgatório. – E meu irmão Reinaldo?
– Está no Paraíso entre os mártires, porque morreu pelo serviço da Santa Igreja”.Na Espanha, encontramos S. Francisco Xavier, partindo para as Índias, e passando perto do castelo de seus pais. Excitaram-no para que entrasse em casa de sua família, representando-lhe que, deixando a Europa para talvez nunca mais a ver, não podia honestamente dispensar-se de visitar os seus naquela ocasião, e de dizer um último adeus a sua mãe que ainda vivia.
Não obstante todas estas solicitações, o Santo seguiu caminho direto, e somente respondeu que se reservava para ver seus pais no Céu, não de passagem e com o pesar que os adeuses causam ordinariamente, mas para sempre e com uma alegria verdadeiramente pura.
Encontramos a ilustre reformadora do Carmelo, a seráfica Teresa de Jesus. Dentro das grades do seu convento, apesar da austeridade da sua vida, cultivava em seu coração as puras afeições da família; e esperava que o Deus que promete o cêntuplo a quem deixar tudo pelo seu nome (Math., XIX, 29), lhe restituiria centuplicado o amor dos seus parentes no Céu. Uma tarde, Teresa, encontrava-se tão incomodada e aflita que julgava não poder fazer oração, e tomou o seu Rosário para orar verbalmente sem algum esforço de espírito. Que fez Nosso Senhor para a consolar? Ela mesma no-lo diz por estas palavras:
“Tinham decorrido apenas alguns instantes, quando um arrebatamento veio, com irresistível impetuosidade, roubar-me a mim mesma. Fui transportada em espírito ao Céu, e as primeiras pessoas que vi foram meu pai e minha mãe”.
Sabeis, Senhora, que uma igual graça foi concedida à Senhora Acaria, que depois veio a ser carmelita no mesmo convento de Pontoise, onde uma de vossas irmãs ora por vós e se santifica entre as filhas de Santa Teresa, e que é agora honrada sob o nome de Beata Maria da Encarnação? Ela viu um dia seu esposo, um ano depois dele ter falecido, no meio dos santos do Paraíso. Deus compraz-se em tomar o coração da esposa cristã, como recebeu em suas mãos o pão no deserto (Marc. VI., 41), para o multiplicar, abençoando-o tantas vezes quantas lhe dá filhos, que estão esfaimados do seu amor, aos quais ela deve saciar, não só para glória do Senhor, mas também para a sua própria felicidade. Santa Teresa louva uma piedosa senhora que, para ter posteridade, praticava grandes devoções e dirigia ao Céu ferventes súplicas. “Dar filhos à luz que, depois da sua morte, pudessem louvar a Deus, era a súplica que incessantemente dirigia ao Céu. Sentia muito não poder, depois do seu último suspiro, reviver em filhos cristãos, e oferecer ainda por eles ao Senhor um tributo de bênçãos e de louvores”. A austera carmelita diz de si mesma: “Penso algumas vezes, Senhor, que vos comprazeis em derramar sobre aqueles que vos amam a preciosa graça de lhes dar, em seus filhos, novos meios de vos servir.”
Diz ainda: “Demoro-me muitas vezes neste pensamento: Quando estes filhos gozarem no Céu das eternas alegrias, e conhecerem que as devem a sua mãe, com que ações de graças lhe não testemunharão o seu reconhecimento, e com que reduplicada ventura se não sentirá palpitar o coração desta mãe em presença da sua felicidade!”. Eis o que pensaram, eis o que disseram, a respeito da família recomposta no Céu, santos que têm direito à auréola da virgindade, e que passaram nalguma Ordem ou comunidade religiosa quase toda a sua vida. Livrai-vos, pois, de acreditar que o filho que, desde seus primeiros anos, se consagra a Deus para sempre, olvide seu pai, sua mãe e seus irmãos. Pelo contrário, o seu coração torna-se o depósito da caridade. Se, pelas fendas das paixões, ela se escapasse de todos os outros para só deixar neles a indiferença e o esquecimento, o seu guardaria este precioso tesouro para incessantemente o derramar por todos os canais da virtude. Tanto o religioso ancião, como o jovem, é ouvido muitas vezes pelo seu bom anjo durante o silêncio do sacrifício ou da oração, dizendo ao Senhor: Memento, lembrai-vos de meus parentes que ainda vivem; memento, lembrai-vos de meus parentes que já morreram; e abençoai uns e outros para além de quanto o meu coração pode desejar. Feliz mãe que tivestes a ventura de poder dar a Jesus dois filhos e duas filhas para glória do seu nome e amor do seu Coração; não temais que estes filhos sejam infiéis ao quarto preceito da lei divina. Frutos separados da família, os religiosos, voltam-se muitas vezes, pela mesma força da sua tendência à perfeição da caridade, para a árvore que os produziu, a fim de a louvar e abençoar. Todas as bênçãos, temporais ou espirituais, que lhe obtêm de Deus, serão conhecidas somente no Céu.

II -  Flor duma especial e santa amizade no Paraíso. – Durar assim para sem-pre é também da verdadeira amizade, segundo S. Jerônimo. – A santa amizade é o prelúdio ou o gozo antecipado do Céu, segundo S. Francisco de Sales. – Cé-lebre visão de S. Vicente de Paulo. – A continuação da amizade depois da morte consolou S. Gregório Nazianzeno, Santo Agostinho e S. Cipriano.

 Talvez vos pareça que só tenho falado, até aqui, dessa geral amizade que existirá no Céu entre todos os religiosos que vivem na mesma comunidade. Mas não se aplicará com mais razão, tudo o que tenho dito, a essa flor duma especial e santa amizade, que o tempo vê algumas vezes germinar entre dois corações pela virtude do sangue de Jesus Cristo? Crede firmemente que esta flor, depois de ter feito as vossas delícias na terra, continuará a exalar o seu perfume na bem-aventurada eternidade, para embalsamar a corte celeste e dar aos santos mais uma alegria. Os doutores consideram ainda como essencial à amizade, o poder seguir-nos assim até ao seio de Deus.
A afeição que não possa entrar onde nada penetrará que não seja puro, é indigna do nome de amizade. Diz S. Jerônimo: Amicitia quae desinere potest, vera nun-quam fuit – a amizade que pode acabar nunca foi verdadeira. Logo que ela não pode ser eterna, não é real; desde que não merece durar sempre, só é aparente ou impura. A verdadeira, a sincera, a virtuosa e santa amizade sobrevive a todas as separações da morte, para reunir nas sublimidades do Céu, no ápice da bem-aventurança, os corações e as almas que ela unia neste vale de lágrimas e de misérias. Quem não leu estas linhas em que S. Francisco de Sales considera a verdadeira amizade como prelúdio ou ante-gosto do Céu? “Se a vossa mútua e recíproca comunicação, diz ele, se transforma em caridade, em devoção, em perfeição cristã, ó Deus, quanto será preciosa a vossa amizade! Ela será excelente, porque vem de Deus, excelente porque tende a Deus, excelente porque o seu liame é Deus, excelente porque durará eternamente em Deus. Oh! como é bom amar na terra como se ama no Céu, e aprendermos a querer-nos mutuamente nesta vida como nos queremos e nos amaremos eternamente na outra!
O delicioso bálsamo da devoção destila-se dum dos corações no outro, por uma contínua participação, de sorte que se pode dizer que Deus derramou sobre esta amizade a sua bênção e a vida, por todos os séculos dos séculos. Esta casta união nunca se converte senão em uma união de espíritos, mais perfeita e pura, imagem viva da bem-aventurada amizade que se exerce no Céu”. É um exemplo desta bem-aventurada amizade o próprio fundador e a fundadora da Visitação. S. Vicente de Paulo foi dela testemunha, numa célebre visão que refere nestes termos:
“Tendo esta pessoa (ele mesmo) notícia da perigosa enfermidade da nossa defunta, ajoelhou para orar a Deus por ela; e imediatamente depois, apareceu-lhe um pequeno globo como de fogo, que se elevava da terra, e ia reunir-se, na região superior do ar, a um outro globo maior e mais luminoso, e ambos reunidos se elevaram mais, entraram e derramaram-se noutro globo infinitamente maior e mais luminoso do que os outros; e foi-lhe interiormente dito que este primeiro globo era a alma da nossa digna mãe (Santa Chantal), o segundo, a do nosso bem-aventurado pai (S. Francisco de Sales), e o terceiro, a Essência Divina; que a alma da nossa digna mãe se tinha reunido à do nosso bem-aventurado pai, e ambas a Deus, seu soberano princípio. Além disso, a mesma pessoa, que é um padre, celebrando a santa missa pela nossa digna mãe, como se de repente tivesse recebido a notícia do seu feliz passamento, e estando no segundo Memento em que se ora pelos mortos, pensou que faria bem em orar por ela; e viu novamente a mesma visão, os mesmos globos e a sua união”solar, repetindo:Quando a morte vos arrebatar alguma pessoa querida, não tenhais, pois, algum escrúpulo de vos consolar, repetindo: Ela não me esquece; ora por mim e vela sobre mim. Permanecemos unidas! Assim se consolava S. Gregório Nazianzeno depois da morte de S. Basílio, seu perfeito amigo:
“Agora, dizia ele, Basílio está no Céu. É lá que oferece por nós os seus antigos sacrifícios e recita pelo povo novas orações. Porque, indo-se desta vida, não nos deixou inteiramente. Vem ainda algumas vezes advertir-me por meio de visões noturnas, e repreende-me quando me desvio do meu dever”.
Santo Agostinho também se consolava do mesmo modo, depois que um dos seus amigos foi transportado pela morte à eterna bem-aventurança. “É aí, escrevia ele, que vive o meu Nebrídio, ele, meu doce amigo, ele, vosso filho adotivo, ó Senhor! É aí que ele vive, é aí que sacia à vontade a sede da sabedoria. Contudo, não penso que ele esteja inebriado desta sabedoria até ao ponto de se esquecer de mim. E, como se esqueceria ele, visto que vós mesmo, Senhor, vós, de quem se inebria o meu amigo, vos lembrais de nós?”. A mesma consolação tomava um santo bispo, escrevendo a um santo Papa, prevendo a morte que não podia tardar em feri-los:
“Lembremo-nos um do outro, em toda a parte e oremos sempre um pelo outro, adocemos nossos pesares e angústias com o nosso mútuo amor; enfim, se um de nós, por um efeito da bondade divina, preceder o outro no Céu, que a nossa amizade dure ainda junto do Senhor, e que a nossa oração não cesse de solicitar a misericórdia do nosso Pai, em favor dos nossos irmãos e irmãs”.

A morte de São José! Padroeiro dos moribundos!

São José em agonia, igreja de São José, Rio de Janeiro, detalhe

São José em Agonia, Igreja de São José, Rio de Janeiro

No dia 19 de março comemora-se a festa de São José. A propósito, é oportuno reproduzir o Conto inspirado no conjunto escultural representando São José em agonia (foto), que se venera na igreja de São José, no centro do Rio de Janeiro, ao lado da Assembleia Legislativa.
São José chegara ao fim de seus dias. Ninguém como ele, entre tantos varões veneráveis que o precederam na santidade, fora incumbido de missão tão alta. Ele era o guarda e protetor do Filho de Deus feito homem e de sua Mãe santíssima.
Deus Pai o escolhera pessoalmente para esse mister elevado entre todos. E São José cumprira sua missão com tanta perfeição, tanta dignidade, tanta humildade junto a seus inefáveis protegidos, tanta força e astúcia contra os inimigos de Jesus, insuflados por toda parte pelo demônio, que esteve inteiramente à altura dos desígnios divinos.
Tanto quanto é possível a uma simples criatura, ele teve proporção com o sublime encargo de ser esposo da Santíssima Virgem e pai adotivo do Verbo de Deus encarnado.
Quanto isto significa!
Aproximava-se, porém, o tempo em que Jesus iria iniciar sua missão pública; a Virgem Maria não mais se encontrava na situação de uma jovem mãe que precisa de proteção diante de um mundo hostil e de línguas aleivosas.
A missão de São José chegara magnificamente a seu termo, e ele agonizava placidamente.
De um lado e de outro da cama, Nosso Senhor e Nossa Senhora, emocionados, o contemplavam com amor e gratidão, tristes porque ele partia, mas supremamente consolados por saber que o aguardava a melhor das recompensas celestes.
Do lado de fora, como quer uma antiga tradição, a morte impaciente mas temerosa não ousava entrar para recolher sua presa, pois esperava um sinal do Altíssimo, postado ao lado do moribundo.
São José tivera sempre tal veneração pela Virgem Santíssima, uma ideia tão elevada de seus méritos e virtudes, tal respeito por sua virgindade imaculada, que jamais ousara tocar sequer um fio de seu cabelo.
Agora, posto ele em seu leito de morte, a Santíssima Virgem, como recompensa por tanta dedicação lhe segura a mão, num supremo ato de reconhecimento e amizade.
Aquele toque quase divino comunicou a São José, ainda lúcido, tal alegria sobrenatural, que ele, varão castíssimo, sentiu sua alma invadida por uma graça de superior virginalidade, como se a inundasse um rio de águas puríssimas, cristalinas e benfazejas.
Essa sensação inefável –– até então para ele desconhecida, porque acima do que a natureza humana pode alcançar –– o elevou a um patamar de indizível união com Deus, inacessível à nossa compreensão atual, mas que um dia no Céu ele poderá nos contar.
Estava São José nesse verdadeiro êxtase, quando sentiu pousar sobre seu ombro direito a mão amiga do Filho de Deus. Incontinenti, viu-se submerso em Deus, e Deus nele.
Era a visão beatífica, não concedida até então a nenhum mortal, pois o acesso ao Céu fora fechado pelo pecado de Adão, e lhe era comunicada por antecipação, ainda que fugazmente.
São José notou em seguida que uma coorte de pessoas se aproximava dele. Reconheceu na primeira fila o patriarca Abraão e o profeta Moisés, seguidos de todos os justos que o haviam precedido com o sinal da fé.
Só então ele se deu conta de que não estava mais nesta Terra, e que adentrara os umbrais do Limbo.
Todos os habitantes daquele lugar o interrogavam atropeladamente: Quando se consumará a Redenção?
Quando nos será aberto o Paraíso celeste que tanto esperamos, alguns há milhares de anos?
Como é o Filho de Deus? E sua Mãe Santíssima, como é a sua presença?
São José a todos respondia com atenção e bondade, mas já começando a sentir uma saudade imensa daqueles dois seres perfeitíssimos, com quem conviveu tão proximamente nesta Terra de exílio.
Por Gregório Vivanco Lopes
Fonte: Contos e Lendas da Era Medieval

visto em: https://sumateologica.wordpress.com/2015/03/19/a-morte-de-sao-jose/#comment-2322

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

S.S. O PAPA



Oremus pro Pontifice nostro. 
Dominus conservet eum, 
et beatum faciat eum in terra, 
et non tradant eum in animam inimicorum ejus.



*

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Missão Nossa Senhora do Rosário de Fátima - Brasília DF


Bem vindos ao blog da missão da Resistência em Brasília, depois de muito labor conseguimos iniciar, esperamos que com a proteção da Santíssima Virgem Maria possamos progredir para a Gloria de Deus e a Salvação das Almas! Em muito breve teremos nossa primeira Missa aqui, e também teremos conferências com Padres da USML. E também damos início ao nosso objetivo de conseguir nossa capela própria, e para isso contamos com as orações de todos que seguem a tradição bilenar da Igreja!

veja aqui os contatos: http://rainhadorosario-vcr.blogspot.com.br/2015/09/contatos-e-datas-das-missas-em-brasilia.html

Em Jesus e Maria!

Contatos e datas das Missas em Brasília DF


*Essa postagem será sempre editada com novas informações, iremos com antecedência disponibilizar lugares,horários das missas, conferências entre outros.
Em muito breve virá alguns dos Padres do Mosteiro da Santa Cruz dar algumas conferências e celebrar Missas.Iremos postar com antecedência as datas. Se alguém quiser ajudar com algo, irá ajudar muito pois os custos são bastante altos, nosso apostolado não visa lucros mas a divulgação da verdadeira doutrina católica, se alguém desejar tirar duvidas se comunique nos contatos abaixo. 


Quero registrar que esta iniciativa é minha. Não falo em nome da USML ou das comunidades amigas. Eu apenas cedo um espaço para divulgar a obra de Mons. Lefebvre e a defesa da Tradição. Em particular, neste momento, a Resistência Católica.



Ave Maria Puríssima, Sem pecado concebida!

Conta Para doação:

Banco do Brasil
Agência:2892-4
Conta Corrente: 45.136-3
Nome: Davi Lopes Valente

Contatos:

Davi Lopes: (61) 99229914 (Vivo)
                     (61) 81396393 (Tim)
                               (61) 33772953

Paulo Henrique: (61) 82559953

email de contato: unisabersul@hotmail.com

LEIA ANTES

Meu irmão é filho de meu pai e de minha mãe. Meu Pai é a Santíssima Trindade, minha Mãe é a Igreja Católica; se tu fores filho de meu Pai e de minha Mãe, tu és meu irmão.  

Caro leitor,


  • Somos católicos, apostólicos, romanos. Amamos a Igreja e o Papa. Mas temos olhos para ver e ouvidos para ouvir, por isso não criem ilusões de que, aqui, haja vaquinhas de presépio, com uma equivocada compreensão do que seja obediência e que batem palmas a tudo o que Francisco diz e faz, pois, estamos cientes, infelizmente, e cada dia mais, das blasfêmias e heresias que ele profere incessantemente e em todas as ocasiões que achar conveniente. Por outro lado, também não somos sedevacantistas, porque, pelo menos por enquanto, não vemos razão para isso. Além do mais, não nos foi dado o poder do impeachment papal, por isso aguardamos, serenamente, que apareça uma solução para isso: canônica ou sobrenatural.  
  • Este blog defende a Tradição bimilenar da Igreja de Cristo e toma parte da Resistência Católica, sob o comando de Mons. Richard Williamson, surgida por causa da tentativa do atual Superior Geral da Neo-FSSPX de arruinar a obra do Ven. Monsenhor Marcel Lefebvre e arrastar-nos a todos para a Igreja Conciliar de Francisco. 
  • E, dentro da Resistência, apoiamos em modo particular o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, seja divulgando os horários e locais das Missas que ele reza, seja com o blog Edições Cristo Rei, cuja renda é toda revertida para este apostolado. Podem ajudar este e outros apostolados da Tradição Católica-Resistência, aqui.
  • Este blog é direcionado aos Católicos que permanecem fieis à Tradição bimilenar da Igreja, aos que entendem a Crise na Igreja e rejeitam o Concílio Vaticano II e todos os Concílios que visem minar a Fé Católica. Assuntos sobre o Catolicismo serão, na medida do possível, tratados a partir de obras confiáveis da Doutrina Católica.

    Fonte: http://farfalline.blogspot.com.br

CONCÍLIO VATICANO II

Vaticano 2º*: Concilium malignantium obsedit me!

Não só não devemos ao «magistério» conciliar, em quanto tal, obediência alguma em ponto nenhum, mas devemos mover-lhe uma ininterrupta e intransigente oposição católica.

No solo no le debemos al magisterio conciliar, en cuanto es tal, obediencia alguna en ningún punto, sino que debemos mantener frente a él una continua e intransigente oposición católica.
Non solo non dobbiamo al magistero conciliare, come tale, alcuna ubbidienza in nessun punto, ma dobbiamo affrontarlo con un’intransigente ed incessante opposizione cattolica.
Non seulement nous ne devons pas obéissance au magistère conciliaire, en tant que tel, en aucun point, mais aussi nous devons lui faire une oposition catholique intransigeante et continue.
Not only we are not bound to obey the teaching of the council, as such, in any point, but rather we must keep against it a permanent and intransigent Catholic opposition.
Wir schulden dem konziliaren Lehramt als solchem nicht nur keinerlei Gehorsam worin auch immer, sondern wir müssen ihm unerbittlich und kompromißlos katholischen Widerstand leisten.
Nem csak nem vagyunk kötelesek engedelmeskedni a zsinat tanításainak, mint olyannak, bármely pontban, hanem egy állandó és hajthatatlan katolikus ellenállást kell kifejtenünk ellene.
Nu numai că nu suntem obligați să ne supunem învățăturii consiliului ca atare, în orice punct, ci mai degrabă trebuie săne opunem împotriva lui cu o permanentă și intransigentă opoziție catolică.
Non solum non debemur obedire doctrinae concilii talis in aliquo, sed perpetuo debemus contra eo unam catholicam et intransigentem resistenciam opponere.

* O Concílio Vaticano (1869-70) foi o primeiro e agora sabemos que resta o único com esse nome, pois é o vigésimo dos Concílios ecumênicos da Santa Igreja. Não usamos portanto o algarismo romano para o conciliábulo do Vaticano (1962-65) - que costumam chamar Vaticano segundo - para não confundir o Concílio dogmático realizado para a elevação e salvação da almas, com este outro, que foi planejado para a grande apostasia.
O Pale Ideas concorda plenamente com isso. Teremos cuidado, daqui para frente, de nos referir ao Concílio de 1869-70 com o nome correto dele "Concílio Vaticano" e ao Concílio Protestante de 1962-65 como Concílio Modernista. Se, por acaso, utilizarmos ainda o nome de "Concílio Vaticano II" ou a sigla "CV2" ou "CVII" será apenas para fins didáticos, para compreensão dos que não compreendem a crise na Igreja.



Leia mais a respeito: http://associacaosantoatanasio.blogspot.com.br/2013/08/pequeno-catecismo-sobre-o-concilio.html
 
Fonte: http://farfalline.blogspot.com.br

MONS. J-M FAURE

Mais um Bispo para a Igreja, mais uma vez devido ao estado de necessidade, pelo bem da Igreja e das Almas. Um grande dia, o 19 de março de 2015, pois é o dia da SAGRAÇÃO EPISCOPAL de Monsenhor Jean-Michel Faure.



Uma breve biografia pode ser lida na entrevista que Monsenhor concedeu um dia antes da Sagração, ao blog Non Possumus: http://farfalline.blogspot.com/2015/03/entrevista-exclusiva-com-o-rev-pe-faure.html

Há já um verbete a respeito dele na Wikipédia, que, como é sabido, pode ser editado por qualquer pessoa de boa fé: http://es.wikipedia.org/wiki/Jean_Michel_Faure


Seu brasão

«BishopFaure» por Josealfonsoramosgonzalez -   Trabajo propio. Disponible bajo la licencia CC BY-SA 4.0 vía Wikimedia Commons.




Leia ainda, sobre a SAGRAÇÃO EPISCOPAL:

  1. (Um) Bispo em ação: http://farfalline.blogspot.com/2015/03/um-bispo-em-acao.html.
  2. Dia histórico na FSSPX (USL) de Monsenhor Lefebvre: a sagração do Rev. Padre Faure: http://farfalline.blogspot.com/2015/03/dia-historico-na-fsspx-usl-de-monsenhor.html
  3. Comentários Eleison: O Bispo Novo: http://farfalline.blogspot.com/2015/03/dom-williamson-bispo-novo.html
  4. Comunicado da Casa Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X sobre a sagração episcopal do Rev. Pe. Faure: http://farfalline.blogspot.com/2015/03/comunicado-da-casa-geral-da-neofsspx-sobre-a-sagracao-de-monsenhor-faure.html.
  5. (Uma) Confissão de Menzingen: http://farfalline.blogspot.com/2015/03/uma-confissao-de-menzingen.html.
  6. Editorial: A Sagração Episcopal e Roma Apóstata. E o que dizem os "irmãos"...: http://farfalline.blogspot.com/2015/03/editorial-sagracao-episcopal-e-roma-apostata.html
  7. Entrevista com Mons. Williamson imediatamente após a Sagração: http://farfalline.blogspot.com/2015/03/entrevista-de-mon-williamson.htm.
  8. Entrevista exclusiva com o Rev. Padre Faure (lê-se FÔR): http://farfalline.blogspot.com/2015/03/entrevista-exclusiva-com-o-rev-pe-faure.html
  9. Mais fotos: http://farfalline.blogspot.com/2015/03/sagracao-episcopal-2015-mais-fotos.html.
  10. (Uma) nota de agradecimento a Mons. Williamson: http://farfalline.blogspot.com/2015/03/uma-nota-de-agradecimento-a-mons-williamson.html (em inglês, em poesia).
  11. Sermão de Mons. Williamson: http://farfalline.blogspot.com/2015/03/sagracao-episcopal-2015-sermao-mons-williamson.html


Fonte: http://farfalline.blogspot.com.br

MONS. R. WILLIAMSON



Este blog apoia Mons. Richard Williamson, e o faz de forma concreta, divulgando seus escritos e pronunciamentos, como no Dinoscopus, e informando onde e como fazer doações privadas para apoiá-lo daqui apra frente. 






Para saber mais sobre a Iniciativa São Marcelo, ler o Comentários Eleison n. 277 (E agora?), de 3 de Novembro de 2012. E o Comentário Eleison n. 278 (“MARCELLUS INITIATIVE”), de 10 de Novembro, que fala mais detalhadamente, e reproduzo aqui embaixo, extraído do blog "Borboletas ao Luar".
  


“Comentários Eleison” por Mons. Williamson – 
Número CCLXXVIII (278) - 10 de novembro de 2012


MARCELLUS INITIATIVE
 

Após a apresentação da semana passada dos detalhes da Marcellus Initiative que visou facilitar as doações para a causa de um bispo “expulso”, alguns leitores perguntaram razoavelmente sobre o que é essa Iniciativa. Para começar, isso vai cobrir as despesas pessoais da mudança de Wimbledon, talvez para fora de Londres, a fim de então ir viver em outro lugar. Além dessas despesas, a palavra “Iniciativa” foi escolhida deliberadamente para deixar opções em aberto. No entanto, é importante que ninguém pense que essas doações serão para em breve arranjar um substituto para a Fraternidade São Pio X ou para substituir um seminário. Há boas razões para não apressar nenhum dos dois.

Para uma alternativa à FSSPX, nós devemos aprender as lições a serem tiradas dessa severa crise. A Igreja Católica funciona na base da autoridade, do Papa para baixo, mas nosso mundo Revolucionário tem quebrado atualmente o senso natural de autoridade do homem de tal forma que poucos sabem como comandar, e a maioria dos homens obedecem ou muito pouco ou demais. Nós temos, por assim dizer, ficado sem o bom senso popular que permitiu que a autoridade Católica funcionasse. Então como somente Deus pôde estabelecer a autoridade de Moisés pelo sensacional castigo dos rebeldes (Números XVI), então em nossa época com certeza somente Deus pode restaurar a autoridade do Papa. Será através de uma “chuva de fogo”, tal como Nossa Senhora de Akita profetizou no Japão em 1973? Seja como for, oasis de Fé permanecerão como uma possibilidade imediata e prática, e eu irei fazer o melhor que puder para servi-los.

Argumentos similares podem ser aplicados para o reinício de um clássico seminário Católico. Ninguém pode fazer tijolos sem palha, diz o velho provérbio. É cada vez mais difícil produzir sacerdotes Católicos de nossos jovens homens modernos, penso eu. Qualidades sobrenaturais de fé, boa vontade e piedade percorrem um longo caminho, mas a graça constrói na natureza, e os fundamentos naturais, tais como um lar sólido e uma verdadeira educação humana, estão cada vez mais em falta. Claro que ainda existem algumas boas famílias onde os pais entenderam o que sua religião requer deles para colocar suas crianças no caminho para o Céu, e onde eles estão fazendo o seu melhor heroicamente. Mas nosso mundo pervertido é armado para destruir todo bom senso e decência natural, de gênero, família e país. Com a melhor boa vontade, as crianças do ambiente social de hoje permanecem em geral mais ou menos severamente incapacitadas quando se trata de perceber ou seguir um chamado de Deus.

Isso quer dizer que Deus desistiu de Sua Igreja, ou que Ele pretende nos deixar sem sacerdotes para amanhã? Claro que não. Mas isso significa que nenhuma organização Católica arrumada amanhã para salvar almas pode se permitir deixar de enxergar a natureza destruidora de almas da Igreja Conciliar e do mundo moderno. Isso significa que sacerdotes não poderão ser formados amanhã para adquirir um perfeito conhecimento da Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino enquanto tiverem pouca ou nenhuma ideia de como ela se aplica na vida real hoje.

De qualquer forma as congregações e seminários de amanhã devem se manter agarrados na realidade, e não se perderem em sonhos sobre quão “normais” eles são ou precisam ser. Isso pode ser feito? Com a ajuda de Deus, sim. Mas Deus é Deus, e para a salvação de almas, amanhã pode ser que Ele não recorra mais aos clássicos seminários ou congregações de ontem. Por mim, eu devo tentar seguir Sua Providência na ordenação de sacerdotes ou – na consagração de bispos. Que seja feita a vontade de Deus.


Kyrie eleison.

Fonte: http://farfalline.blogspot.com.br

As 62 razões para não assistir à Missa Nova


PUBLICADO EM SET 20, 2009 EM ESCRITOS E CONFERÊNCIAS, ESPECIAL CAMPOS,ESTUDOS CRÍTICOS, FOLHETOS, MISSA NOVA, NTODOS OS ARTIGOS DO SITE, TRADIÇÃO X VATICANO II

Por que a Missa Tradicional Latina? Por que NÃO a Nova Missa?

- Baseado nas sessenta razões expostas por 25 padres diocesanos da diocese de Campos, Brasil.




A Missa TradicionalA Missa Nova
2.000 anos de uso venerável – provada e verdadeira“Fabricada” em 1969; - experimental
Claramente um sacrifício – um altar, um sacerdoteClaramente uma refeição – uma mesa
Centrada em Deus – estruturada para a reverênciaCentrada no homem – Estrutura vaga, um convite ao abuso
Inteiramente Católica – Una, Santa, Católica, ApostólicaMeio Protestante – Carece de todas as 4 marcas
Codificada no Concílio de Trento – por um Papa Santo (Papa São Pio V)Artificialmente arranjada – com a aprovação de seis ministros protestantes
Fecunda! – multidões de santos, mártires, vocações religiosasInfecunda! – seminários vazios, declínio na assistência à Missa, deserções em massa
… Com este nosso decreto, a valer NA PERPETUIDADE, determinamos e ordenamos que NUNCA será nada acrescentado, omitido ou alterado neste Missal…” – Papa São Pio V, QUO PRIMUM – 19 de Julho de 1570
-” Com a Nova Liturgia, as comunidades não católicas poderão celebrar a Ceia do Senhor com as mesmas preces da Igreja Católica”. – Max Thurian, Ministro protestante de Taizé
“… Na Missa renovada não há nada que possa transtornar o Protestante Evangélico”. – M. G. Siegvalt, Professor protestante de Teologia Dogmática, Estrasburgo
A MISSA TRADICIONAL: Nunca revogada pela Santa Madre Igreja!A MISSA NOVA: Uma experiência que falhou.

Sessenta e duas razões porque, em consciência, não podemos assistir à Nova Missa (também conhecida por Missa do Papa Paulo VI, Novus Ordo, Nova Liturgia) seja no vernáculo ou em latim, (com o sacerdote) de frente ao povo ou o Tabernáculo. Assim, pelas mesmas razões, aderimos fielmente à Missa Tradicional (também conhecida por Missa Tridentina, Missa Latina Antiga, Missal Romano, Missal do Papa São Pio V, Missa de Sempre).

1. Porque a Nova Missa não é uma profissão inequívoca de Fé católica (como a Missa Tradicional), é ambígua e protestante. Portanto, dado que rezamos de acordo com o que cremos, é natural que não possamos rezar com a Missa Nova na maneira protestante e ainda crer como Católicos!
2. Porque as mudanças não foram apenas pequenas mas de fato envolvem “uma renovação fundamental… uma mudança total… uma nova criação”. (Dom A. Bugnini, co-autor da Missa Nova).
3. Porque a Missa Nova nos leva a pensar que “as verdades podem ser alteradas ou ignoradas sem infidelidade para com aquele sagrado depósito da doutrina ao qual a Fé católica se encontra eternamente ligada”. (+)

4. Porque a Missa Nova representa “um afastamento acentuado da teologia católica da Missa tal como foi formulada na Sessão XXII do Concílio de Trento”, o qual, ao estabelecer os “cânones”, forneceu uma “barreira insuperável contra qualquer heresia que atacasse a integridade do Mistério”. (+)

5. Porque a diferença entre as duas Missas não reside simplesmente numa questão de mero pormenor ou apenas numa modificação de cerimônia, mas “tudo que é de valor perene recebe apenas um lugar de menor importância (na Missa Nova), mesmo que subsista”. (+)

6. Porque “Reformas recentes têm mostrado plenamente que novas mudanças na liturgia não podem levar a nada, exceto a um completo desnorteamento dos fiéis, que já evidenciam sinais de ânsia e afrouxamento de fé”. (+)

7. Porque em tempos de confusão tais como os que agora vivemos, somos guiados pelas palavras de Nosso Senhor: “Pelos seus frutos os conhecereis”. Os frutos na Missa Nova são: queda de 30% na assistência à Missa de domingo nos Estados Unidos (NY Times 24/5/75), declínio de 43% na França (Cardeal Marty), declínio de 50% na Holanda (NY Times, 5/1/76).

8. Porque “entre os melhores elementos do clero o resultado prático (da Missa Nova) é uma agonia de consciência…”. (+)

9. Porque em menos de sete anos após a introdução da Missa Nova, o número de sacerdotes no mundo diminuiu de 413.438 a 243.307 – em quase 50% (Estatística da Santa Sé).

10. Porque “as razões pastorais que são aduzidas em apoio de tão grave ruptura com a tradição… não nos parecem adequadas”. (+)

11. Porque a Missa Nova não manifesta Fé na Real Presença de Nosso Senhor – a Missa tradicional manifesta-a inequivocamente.

12. Porque a Missa Nova confunde a Real Presença de Cristo na Eucaristia com a Sua Presença Mística entre nós (aproximando-se à doutrina protestante).

13. Porque a Missa Nova torna indistinta o que deveria ser uma diferença bem definida entre o sacerdócio HIERÁRQUICO e o sacerdócio comum do povo (tal como o faz o protestantismo).

14. Porque a Missa Nova favorece a teoria herética que é a Fé do povo e não as palavras do sacerdote que torna presente Cristo na Eucaristia.

15. Porque a inserção da “Prece dos Fiéis” luterana na Missa Nova acompanha e expõe o erro protestante de todas as pessoas serem sacerdotes.

16. Porque a Missa Nova elimina o Confiteor do sacerdote, tornando-o coletivo com o povo, deste modo promovendo a recusa de Lutero em aceitar o preceito católico – que o sacerdote é juiz, testemunha e intercessor com Deus.

17. Porque a Missa Nova dá-nos a entender que o povo concelebra com o sacerdote – o que vai contra a teologia católica.

18. Porque seis ministros protestantes colaboraram na confecção da Missa Nova.

19. Porque, da mesma maneira que Lutero eliminou o Ofertório – visto que muito claramente exprime o caráter sacrifical e propiciatório da Missa – igualmente a Missa Nova cancelou-o, reduzindo-o a uma mera Preparação das Ofertas.


20. Porque uma parte importante da teologia católica foi afastada a fim de permitir aos Protestantes, embora mantendo a sua antipatia pela verdadeira Igreja Católico-Romana, utilizar o texto da Missa Nova sem dificuldade. O ministro protestante Thurian disse que um fruto da Missa Nova “será talvez que as comunidades não católicas poderão celebrar a Ceia do Senhor enquanto empregam as mesmas preces que as da Igreja Católica.” (La Croix 30/4/69).

21. Porque a maneira narrativa da Consagração na Missa Nova infere que é apenas in memoriam, e não um verdadeiro sacrifício (tese protestante).

22. Porque, através de omissões graves, a Missa Nova leva-nos a crer que é somente uma refeição (doutrina protestante) e não um sacrifício pela remissão dos pecados (doutrina católica).

23. Porque tais mudanças como: mesa em vez de altar, (o sacerdote) enfrentando o povo em vez do Tabernáculo, Comunhão na mão, etc., dão ênfase a doutrinas protestantes (p.e. a Missa é apenas uma refeição, o sacerdote somente um presidente da assembléia, etc.).

24. Porque os próprios Protestantes têm dito que “As novas preces católicas de Eucaristia abandonaram a falsa perspectiva de um sacrifício oferecido a Deus.” (La Croix 10/12/69).

25. Porque enfrentamos um dilema: ou ficamos protestantizados por assistirmos à Missa Nova, ou preservamos a nossa Fé católica, aderindo fielmente à Missa Tradicional de todos os Tempos.

26. Porque a Missa Nova foi idealizada de acordo com a definição protestante da Missa: “A Ceia do Senhor ou Missa é uma sagrada sinaxe ou assembléia do povo de Deus que se reúne sob a presidência do sacerdote a fim de celebrar o memorial do Senhor.” (Par. 7 Introd. ao novo Missal, definido a Missa Nova, 6/4/69).

27. Porque, por meio de ambigüidades, a Missa Nova pretende agradar aos Católicos enquanto agrada aos Protestantes: é portanto um instrumento de “duas línguas” e ofensivo a Deus, porque Ele detesta qualquer espécie de hipocrisia. “Malditos sejam… os de dupla língua, porque destroem a paz de muitos.” (Sirach 28;13).

28. Porque belos e familiares hinos Católicos que durante séculos inspiraram as pessoas foram tirados para fora, sendo substituídos por novos hinos com um sentimento fortemente protestante, assim reforçando ainda mais a impressão clara que não se assiste a uma função católica.

29. Porque a Missa Nova contém ambigüidades que sutilmente favorecem a heresia, sendo isto mais perigoso do que se fosse abertamente herética, dado que uma meia-heresia assemelha-se a uma meia verdade!

30. Porque Cristo tem apenas uma Esposa, a Igreja Católica e o seu serviço de adoração não pode ao mesmo tempo servir também religiões que são inimigos dela.

31. Porque a Missa Nova acompanha a forma da Missa herética anglicana de Cranmer, e os métodos empregados para a sua promoção seguem precisamente os métodos dos heréticos ingleses.

32. Porque a Santa Madre Igreja canonizou numerosos mártires ingleses que foram mortos porque recusaram participar numa Missa como é a Missa Nova!

33. Porque Protestantes que se converteram à Fé católica ficam escandalizados quando vêem que a Missa Nova é igual àquela em que participaram enquanto Protestantes. Um deles, Julien Green, pergunta “Por que convertermo-nos?”.

34. Porque a estatística demonstra que houve um grande declínio nas conversões ao catolicismo após a introdução da Missa Nova. As conversões, que tinham atingido 100.000 por ano nos Estados Unidos, diminuíram até menos de 10.000!

35. Porque a Missa Tradicional forjou muitos santos. “Inúmeros santos foram alimentados por ela com a devida piedade para com Deus…” (Papa Paulo VI, Const. Apost. Missale Romanum).

36. Porque a natureza da Missa nova é tal que facilita profanações da Sagrada Eucaristia, ocorrendo estas com uma freqüência que com a Missa Tradicional era inconcebível.

37. Porque a Missa Nova, não obstante as aparências, veicula uma nova Fé, e não a Fé católica. Veicula o modernismo e acompanha exatamente as táticas do modernismo, utilizando uma terminologia vaga a fim de insinuar e fazer progredir o erro.

38. Porque, introduzindo variações opcionais, a Missa Nova mina a unidade da liturgia, sendo cada sacerdote suscetível de se desviar de acordo com os seus caprichos, sob o disfarce de criatividade.

39. Porque muitos bons teólogos, canonistas e sacerdotes católicos não aceitam a Missa Nova, afirmando que não são capazes de celebrá-la em boa consciência.

40. Porque a Missa Nova eliminou tais coisas como: genuflexões (ficam apenas três), purificação dos dedos do sacerdote no cálice, nenhum contato profano dos dedos do sacerdote após a Consagração, pedra do altar e relíquias sagradas, três toalhas de altar (reduzidos a somente uma), tudo “servindo apenas para salientar quão ultrajantemente a fé no dogma da Real Presença é implicitamente repudiada.” (+)

41. Porque a Missa Tradicional, enriquecida e madurecida por séculos de Sagrada Tradição, foi codificada (e não inventada) por um Papa que era um Santo, Pio V; enquanto a Missa Nova foi artificialmente fabricada.

42. Porque os erros da Missa Nova, acentuados na versão vernacular, estão mesmo presentes no texto latino da Missa Nova.

43. Porque a Missa Nova, com a sua ambigüidade e permissividade, expõe-nos à ira de Deus porque facilita o risco de celebrações inválidas. “Consagrarão validamente os sacerdotes num futuro próximo que não receberam a formação tradicional, e que fiam no Novus Ordo com a intenção de ‘fazer o que faz a Igreja’? São-nos lícitas certas dúvidas.

44. Porque a abolição da Missa Tradicional lembra-nos da profecia de Daniel 8,12: “E foi-lhe dado poder contra o sacrifício perpétuo por causa dos pecados do povo” e a observação de Santo Afonso de Ligório que sendo a Missa a melhor e mais bela coisa que existe na Igreja aqui na terra, o diabo sempre se esforçou através de hereges de privar-nos dela.

45. Porque nos lugares onde a Missa tradicional é mantida, a fé a o fervor do povo são maiores, enquanto o contrário verifica-se onde reina a Missa Nova. (Relatório sobre a Missa, Diocese de Campos, ROMA, Buenos Aires §69, 8/81).

46. Porque junto com a Missa Nova há uma nova catequese, uma nova moralidade, novas preces, novas idéias, um novo calendário – em suma, uma Nova Igreja, uma total revolução da antiga. “A reforma litúrgica… não se enganem, eis onde começa a revolução.” (Dom Dwyer, Arcebispo de Birmingham, porta-voz do Sínodo Episcopal).

47. Porque a própria beleza intrínseca da Missa Tradicional atrai almas; enquanto a Missa Nova, na falta de qualquer atrativo próprio, tem que inventar novidades e diversões a fim de apelar ao povo.

48. Porque a Missa Nova incorpora numerosos erros condenados pelo Papa São Pio V no Concílio de Trento (Missa inteiramente em vernáculo, as palavras de Consagração ditas em voz alta, etc. Vide Condenação do Sínodo Jansenista de Pistoia), e erros condenados pelo Papa Pio XII (p.e. altar em forma de mesa. Vide Mediator Dei).

49. Porque a Missa Nova quer transformar a Igreja Católica numa igreja nova e ecumênica que abranja todas as ideologias, todas as religiões – certas e erradas, verdade e erro; objetivo há muito ansiado pelos inimigos da Igreja Católica.

50. Porque a Missa Nova, ao remover as saudações e a bênção final quando o sacerdote celebra sozinho, mostra uma falta de crença na Comunhão dos Santos.

51. Porque o altar e o Tabernáculo agora se encontram separados, assinalando deste modo uma divisão entre Cristo e o Seu sacerdote e Sacrifício no altar, de Cristo na Sua Real Presença no Tabernáculo, duas coisas que, pela própria natureza, devem ficar juntas.” (PIO XII).

52. Porque a Missa Nova já não constitui um culto vertical do homem a Deus, mas um culto horizontal entre os homens.

53. Porque a Missa Nova, embora pareça conformar-se às provisões do Concílio Vaticano II, na realidade se opõe às suas instruções, dado que o Concílio proclamou o desejo de conservar e promover o rito tradicional.

54. Porque a Missa Latina tradicional do Papa São Pio V nunca foi legalmente revogada e portanto permanece um autêntico rito da Igreja Católica por meio da qual os Católicos podem cumprir a sua obrigação dominical.

55. Porque o Papa São Pio V concedeu um indulto perpétuo, válido “para sempre”, para se celebrar a Missa Tradicional livre e licitamente, sem escrúpulo de consciência, sentença ou censura (Bula Papal ‘Quo Primum’).

56. Porque o próprio Papa Paulo VI, ao promulgar a Missa Nova, declarou que “O rito em si NÃO é uma definição dogmática…” (19/11/69).

57. Porque o Papa Paulo VI, quando lhe perguntou o Cardeal Heenan da Inglaterra se revogava ou proibia a Missa Tridentina, respondeu: “Não é a minha intenção de proibir absolutamente a Missa Tridentina”.

58. Porque “no Libera Nos da Missa Nova, a Santíssima Virgem, os Apóstolos e todos os Santos já não são mencionados; a Ela e a eles assim já não se pede a intercessão, mesmo em tempo de perigo.” (+)

59. Porque em nenhuma das três novas Preces Eucarísticas (da Missa Nova) existe referência alguma… ao estado de sofrimento dos que faleceram, em nenhuma há a possibilidade de um particular Memento”, assim minando a fé na natureza redentora do Sacrifício.” (+)

60. Porque muito embora reconheçamos a autoridade suprema do Santo Padre no seu governo universal da Santa Madre Igreja, sabemos que mesmo esta autoridade não nos pode impor uma prática que é tão CLARAMENTE contra a Fé: uma Missa que é equívoca e favorecedora da heresia por isso desagradável a Deus.

61. Porque, como consta no Concílio Vaticano I, “não se prometeu aos sucessores de Pedro o Espírito Santo, a fim de que pela Sua revelação pudessem fazer uma novadoutrina, mas sim a fim de com o Seu auxílio pudessem inviolavelmente manter e fielmente expor a revelação ou o depósito de fé entregue através do Apóstolos.” (D.S. 3070).

62. Porque a heresia, ou qualquer coisa que favoreça a heresia, não pode constituir matéria de obediência. A obediência fica ao serviço da Fé e não é a Fé que fica ao serviço da obediência! No caso precedente, então, “Deve-se obedecer antes a Deus que aos homens”. (Atos dos Apóstolos, 5, 29).

(+) Carta dos Cardeais A. Ottaviani e A. Bacci ao Papa Paulo VI, datada de 25 de Setembro de 1969, juntando Estudo Crítico do Novus Ordo Missae.

A Missa de Todos os Tempos:

Desaprovada pela maioria dos Bispos…

… mas APROVADA POR ROMA!



Sagrada Congregação do Clero, Roma


Fonte: http://farfalline.blogspot.com.br